Conquista dos 03 Pontões de Medina no Norte de Minas Gerais

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conquista morro Pedrãozinho

conquista morro Pedrãozinho

Pedra do Pedrãozinho

Pedra do Pedrãozinho

Pontão médio e maior

Pontão médio e maior

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Essa história começa no início de maio quando Gideão “xaropinho” me procurou e mostrou algumas fotos de montanhas da região norte de Minas Gerais. Naquele instante fiquei hipnotizado, perguntei a ele quando é que poderíamos ir lá. Ele me disse que só no mês de julho, pois ainda estava num período complicado de provas na escola. A partir daí nos encontramos algumas vezes para traçarmos e planejarmos as estratégias de conquista da região, selecionarmos os materiais que iríamos levar, e onde ficaríamos hospedados e etc….

Decidimos partir dia 06 de julho de 2006, compramos as passagens RJ x Medina (MG) e após 11 horas de viagem descemos no KM 89 da Estrada Rio – Bahia; chegamos com mochilas de 30 kg de equipamentos nas costas com: furadeira, cordas, ferragens, móveis e mais de cem grampos, e muita disposição para explorar a região. No caminho para o nosso acampamento base a “Fazenda Oriente” que está distante 35 KM da cidade de Medina, seguimos por uma estrada de terra, muita poeira, e a cada nova curva apresentava surpresas e descobertas, paredes enormes pra tudo que é lado com fissuras, diedros e chaminés de todos os tipos, tudo ainda virgem só esperando à nossa chegada, fazendo uma comparação era como estar ali na região da Urca(RJ) andando de carro por entre as montanhas (babilônia,morro da Urca, Pão, etc…, só que com uma quantidade muito maior de possibilidades… concluímos que precisaríamos de muito mais tempo do que imaginávamos para explorar aquela região.

Acordávamos às 05h00 da manhã todos os dias e às 06h00min já estávamos em cima da moto (eu e o Xaropinho) com as mochilas pesadas, em direção as montanhas; mas com um detalhe, eu aprendi na hora a pilotar a moto, fiz um curso relâmpago para guiar essa motocicleta uma XL 250 que era do dono da Fazenda Oriente e partíamos para as conquistas.Durante os 23 dias de viagem, apenas dois dias não foram destinados a conquistas, mas para também podermos explorar a região e verificar novos setores e descansarmos um pouco… diante do potencial do local e tempo disponível, iniciamos atividades pelos Três Pontões, montanhas de maior referência da região e o grande motivo da viagem.

Os três cumes virgens foram conquistados em 10 dias. Foram 07 dias para conquistar o Pontão Maior com os 230 metros de escalada bem vertical, a via foi batizada de Paredão George Antunes (6°- VII), homenagem ao amigo e dono da fazenda, que deu total apoio na expedição. Na via há trechos de artificial, proteções móveis, chaminé, diedro e lances desde bem verticais a negativo e… muitas abelhas!

O Pontão Menor levou um dia para ser conquistado pela via Cavalo de Aço com 50 metros graduada em 3º A0. A escalada tem início num artificial em chapeleta e em seguida lances de escalada de 3° grau. O Pontão Médio foi conquistado em 02 dias pela via Território Lunar (120 metros) e foi graduada em 6° – VII/A2. As três vias estão na Face Sul, onde tem sombra o dia inteiro, sendo possível repetir as três no mesmo dia! Foram deixadas urnas de cume para registro das futuras repetições. Não satisfeitos ainda, conquistamos em solo mais um cume virgem: o da Pedra da Boa Sorte (250 metros), dentro da Fazenda Boa Sorte, foi necessário apenas bater os grampos para a descida. A pedra é facilmente identificada pelo formato com várias canaletas por todos os lados parece um grande bolo decorado!!! Esta via foi batizada de Penhasco Fantasma graduada em 3° grau.

A penúltima conquista da expedição foi na Pedra da Boa Vista pela via Chapadão, graduada em 3°/III sup, que alternava esticões de escalada com lances de costão até o cume. Depois de 700 metros de desnível, mais um livro de cume. A última conquista antes da viagem de volta ao Rio foi à via Pulsação (5° VII / A2, 360 metros) na Pedra do Pedrãozinho. A via foi batizada com este nome pelo nível de dificuldade, quando a respiração fica ofegante durante todo os 120 metros de crux em chaminé de meio corpo bem vertical. Um livro de cume também foi deixado para registros de futuras repetições. A expedição teve como saldo final 07 vias conquistadas, sendo 06 delas com cumes virgens, e também, é claro, o desejo de voltar pois ainda têm muito o que se escalar naquela região.
Flavio Leone

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DSC01988 Via Pulsação

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