Relato de conquista da via Oito de março, Irmão Maior do Leblon

 

 

A via oito de março é uma via curta – apenas 50 metros – também está no setor das fendas (vias paralelas à clássica Patrick White) e ao lado da via Aquele Abraço (que começa em uma aresta).

começo da via

começo da via

Foi feita uma primeira investida em setembro de 2012

Primeira investida e primeiro grampo

Primeira investida e primeiro grampo

pelo Flavio Leone que após tocar o primeiro lance em chaminé, bateu um grampo e deixou uma corda fixa e em seguida deu prioridade às conquistas das vias paralelas: Astroboy e Aquele Abraço, iniciadas nesse mesmo dia.

saída da chaminé após a única proteção fixa da via

saída da chaminé após a única proteção fixa da via

O projeto de via permaneceu lá até uma segunda investida…

Voltamos, eu e Leone (20/2/2013) novamente e então tocamos pra cima… Leone conseguiu se proteger em móvel e em árvore, fez uma horizontal num platô onde fez a parada (em móvel) e me chamou. Daí em diante a via segue toda em móvel, seguindo a linha da via – uma laca sólida – com uso de peças pequenas (friends e nuts). Mais acima, o lance do “quebra-chifre”, um lance técnico onde é preciso entalar a cabeça rsrs e seguir pra esquerda e depois pra direita até chegar no segundo grampo (atualmente a primeira parada dupla).

primeira parada em móvel

primeira parada em móvel

dando continuidade após a saída do platô

dando continuidade após a saída do platô

continuando em móvel após a primeira parada em móvel

continuando em móvel após a primeira parada em móvel

Na terceira investida, no dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher), Leone estava todo animado pra tocar a via pra cima… com as cordas já fixas, jumareei no vertical os 50 metros pra ganhar tempo… enquanto outro aluno, o André escalava.
Qdo nos reunimos no grampo, o Leone vira pra mim e diz:

FL: “Essa via é de menina, vc não acha?”
SH: “É, perto das outras, essa é mais tranqüila e as agarras são mais sólidas… e a parede é cheia de florzinha!!!”
FL: “Então Suzana, pra onde vc acha que a via deve continuar?”
(ele sempre pergunta e não toma nenhuma decisão sozinho)
FL: “Hoje vc decide pq hoje é o SEU DIA … Mas… se eu for pra direita tem muita vegetação e pra esquerda até tem agarra… mas você decide”
SH: “Ah é? Então é fácil… bate mais um grampo, faz uma dupla e vamos descer!!!”
FL: “Pq??????”
SH: “A parte mais interessante da via já foi conquistada então vamos!”

E não é que ele concordou????!!!!! Decidimos fazer outra dupla para rappel em linha reta a 25 metros e localizada abaixo do platô onde é feita a parada em móvel para que a linha seja repetida toda em móvel e com apenas uma proteção fixa (após a chaminé)!

flores na parede :)

flores na parede 🙂

Como ele levou grampos confiante que iria progredir… decidimos começar outra linha – muito mais exigente – e não desperdiçar o tempo….

Suzana Hinds

Relato da primeira conquista no Cantagalo: Diedro Lírio da paz

Segue o relato da minha primeira participação em conquista … com Flavio Leone e Flavio Barbosa Ramos… o Diedro Lírio da Paz no Cantagalo.

Hj eu e Barbosa assistimos o Leone furando o meio-fio da calçada, parecia uma criança tão feliz que resolvemos ajudá-lo a furar mais rs.

Começamos pela chaminé lá no Cantagalo e nos enfiamos numa trilha até chegar num platôzinho onde começamos os trabalhos num diedrinho.

A primeira proteção foi posta por mim e imposta pelo Barbosa rs- minha primeira vez- e Leone toca o diedro que deve ter uns 20/25 metros em móvel.

 

primeira proteção totalmente sem talento e descoordenada rs e sob a coordenação atenta do Leone e Barbosa
primeira proteção totalmente sem talento e descoordenada rs e sob a coordenação atenta do Leone e Barbosa

diedro é mais tranqüilo do que o Pégasus (Babilônia). Cabem móveis de tamanhos maiores como camalots 3 e 4

Flavio Leone conquistando o diedro

Flavio Leone conquistando o diedro

No final, tem um lance mais atlético e a primeira parada dupla, então é chegada a minha hora de recolher os móveis 🙂

Limpando o diedro

Limpando o diedro

 

lance atlético no final do diedro

lance atlético no final do diedro

Flavio Leone batendo a parada dupla após o diedro

Flavio Leone batendo a parada dupla após o diedro

Ao contrário das conquistas do Corcovado (molezinha) rsrsrs… essa foi exigente pelo fator sol nos fritando, nos deixando muito cansados e com sede! rs

parceria boa: com Flavio Barbosa Ramos e no fundo as contenções do Cantagalo, a próxima conquista!!!!

parceria boa: com Flavio Barbosa Ramos e no fundo as contenções do Cantagalo, a próxima conquista!!!!

Obrigada aos dois pelo dia de hj e pela estréia com a furadeira… mas espero que na próxima ida ao Cantagalo, os funcionários da padaria não se espantem com nosso grau de imundice e sede rsrs”

Suzana Hinds (06/02/2012)

 

 

 

 

………..

Conquista da via Delícias do Corcovado

 

Primeira conquista… 20/12/2011

Face norte do Corcovado

Iniciamos pela via Portas para Céu

base da via Portas para o Céu, face norte do Corcovado

base da via Portas para o Céu, face norte do Corcovado

Leone escalando Portas para o Céu

Leone escalando Portas para o Céu

 

face norte do Corcovado e seguimos para conquistar os últimos lances da via Delícias do Corcovado

 

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Conquista no Corcovado

 

11/02/2012

 

vista do Corcovado para o contraforte

vista do Corcovado para o contraforte

 

 

helloooo

helloooo

 

Márcio Tavares

Márcio Tavares

 

Começo
Começo

 

segunda proteção fixa!

segunda proteção fixa!

 

iniciando o artificial móvel

iniciando o artificial móvel

 

Arestando

Arestando

 

o cadarço rosa da bota denuncia: tem menina na conquista ;)

o cadarço rosa da bota denuncia: tem menina na conquista 😉

fim da investida :)

fim da investida 🙂

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Relato da Conquista da Contagem Regressiva no Irmão Maior

A via fica logo a direita da Patrick White; a graduação deve ficar em torno de 6º VIIb/c, 5 enfiadas no total e muitas fendas. São necessárias duas cordas para descer.

Relato a 4 mãos por Flavio Barbosa Ramos e Suzana Hinds- co- conquistadores.

Flavio Barbosa na ralação

Flavio Barbosa na ralação

“Conquistadores : Mestre Leone , Susaza hinds , Guilherme e eu.
Leone me liga e fala ” Barbosa temos uma tarefa para ser feita , você tem o dia todo livre ? ” Falei que sim.
Encontrei com o Leone bem cedo no irmão maior. Levamos : Equipamento básico + equipamento de guia + equipamento móvel (1 jogo de nut, 1 jogo friend, 1 jogo de camalot, 1 jogo micro nut) + equipamento de conquista (furadeira, bateria reserva, martelo, grampo, chapeleta, parafuso, soprador, brocas…)

1º dia de conquista : (Leone e eu)

Encaramos uma subida de 382 degraus até a base da via, nos equipamos para começar a conquistar, Leone bateu o 1 º grampo da via a uns 4 m da base e foi subindo até a segunda proteção (móvel). Conforme passava o tempo, Leone subia e ia conquistando de uma forma planejada e pensando nos lances antes de bater o grampo. Imagina um escalador subindo pesado com um monte de equipamento na sua cadeirinha e ainda uma furadeira com media de 4kg nas costas… num dado momento ele bateu dois grampos onde seria a nossa 1ª parada dupla, fui escalando até ela muito devagar pois a graduação era alta devia ser um 6° ou 7 e essa parada dupla tá a uns 30 m da base .

Mas como se faz para bater grampo? Vou tentar responder…
Antes te bater o grampo deve-se planejar , pensar nos movimentos que o escalador vai fazer, por muitos momentos eu via o Leone escalar e desescalar antes de bater o grampo, a broca tinha um esparadrapo no qual marcava até onde deveria furar a rocha, depois pegava um soprador colocava no furo e retirava as particulas de rocha de dentro do buraco, feito tudo isso coloca-se o grampo e muita muita marretada nele.

Leone conquistou mais 30 metros bem verticais em agarras pequenas quando ele bateu a parada dupla e montou minha segurança , mas eu só caia e usei o prussik para chegar até ele , pois chegando na parada dupla ele afirma que no dia seguinte iria conquistar o diedro.

Eu não tenho curso de móvel e não sabia nada de móveis (quando se está conquistando devemos ser precisos quando o conquistador pede uma peça móvel e essa habilidade não estava para minha pessoa). Pensei na hora: vou chamar a Suzana pois ela tem um bom conhecimento em móvel e vai ser de grande ajuda .

2º dia de conquista (Leone, suzana e eu)

Tudo denovo… anda-se até a base da via a ser conquistada com bastante peso, chegamos na base e o Leone foi até onde tinha terminado a conquista e deixou a corda fixa para a suzana jumarear e eu (prussikar), nesse dia Leone não tava muito bem pois tava gripado logo numa das partes mais dificeis a ser conquistada. Pois bem la foi ele, colocando nuts pequenos, e friends pequenos também , infelizmente tivemos que parar a conquista pois nesse dia entrou uma frente fria e tivemos alguma dificuldades, destaco que a suzana mandou muito bem na arrumação e distribuição dos moveis da parada até o leone” Flavio Barbosa.

“Eu fiquei na parada um pouco acima do Barbosa pois precisava ficar mais perto do Leone e a parada muito vertical é extremamente desconfortável pra duas pessoas e uma tralha enorme!
Leone pede os camalots, enviei todos, depois os nuts, tb enviei, e o via abandonando as peças pq elas não cabiam no diedro que é praticamente cego. Enviei os RPs e aí chegou uma hora em que disse:
SH: “Leone, qdo vc puder, olha pra mim pq eu tenho que te dizer uma coisa?!”
FL: com os olhos arregalados ele diz “O que foi Suzaaaanaaaa?”
SH: “Você não tem direito a me pedir mais nadaaaa! Eu já enviei todas as peças, está tudo no seu baudrier”! Suzana Hinds

3º dia de conquista (Leone e eu)
Tudo denovo… caminhada até a base etc…. Leone conquistou todo o diedro com várias peças, fez um artificial móvel, muito bonito vê-lo fazendo os lances, colocava cada peça e testava alguns “lances de coragem” (foi o local da via que demorou-se mais tempo para ser conquistado) logo após esse lance ele bateu uma chapeleta e proseguiu para a direita onde bateu uma parada dupla .

4º dia de conquista (Leone e eu)

tudo denovo anda até a base etc…. começamos a conquista , da parada dupla Leone foi indo para a direita até achar um diedro muito muito maneiro e ele foi subindo 5 m , 10 m , 15m , 30 m , 40 , 50 , SÓ EM MOVEL : Isso vale relatar a nossa conversa:

Leone : ” Barbosa to preso pode liberar a segurança ! ”
Barbosa: ” Calma ae você ta preso só nós moveis ??? “!
Leone ” Isso Barbosa pode vir que sua segurança ta pronta ! Pode vir ” ! ! ! !
Barbosa ” O Leone tem muitos grampos aqui você não quer bater um grampo ou uma chapeleta ???? ”
Leone ” Barbosa se eu bater grampo na fenda to morto no dia seguinte ” Pode vir que tá seguro ! ! ”

Tive medo mas fui no prussik os 50 m, quando chego na parada claro que era em móvel né, tinha umas 8 peças pois conforme eu ia subindo retirava a peça e pedia pro leone colocar, numa parada se faz com 3 peças moveis, eu tava com muito medo hahahah, esses 50 metros a pessoa pode fazer em agarra e as vezes em diedro

5º dia de conquista (Leone e Guilherme)

Não posso relatar pois não estava la , porem nesse dia a via foi praticamente finalizada com a conquista de uma bonita fenda pelo Guilherme Dolabella e Flavio Leone

6° dia de conquista: Leone, Barbosa e eu (Suzana)

Entramos pelo Vidigal, pelo cume e rapelamos pela Patrick White
Leone já havia conquistado o diedro, a fenda com o Guilherme Dolabella que ainda estava equipada e faltava terminar a última enfiada da via.
O tempo não estava lá grandes coisas rs… Leone no cume, perguntou o que achávamos de fixar a corda pra ele descer e bater uma parada dupla e nós desceríamos e daríamos segurança a ele… concordamos!
Leone fez o rappel, em seguida fizemos tb, entramos na via Contagem Regressiva e voltamos a dar segurança pro Leone conquistar. Ele bateu os grampos que julgou necessários e de repente CHUVAAAAAAAAAA!
Rapelamos pela fenda equipada em móvel sob chuva! Esse dia foi emocionante demais, mas demais mesmo pra todos nós! Nós ouvíamos os trovões e ainda faltavam pelo menos uns 120 metros pra rapelar. Descemos o mais rápido que pudemos na fenda onde o Leone me esperava na parada em móvel rs… Ele decidiu – e achei certo – que nós 3 não deveríamos ficar na parada em móvel. Então qdo cheguei, ele rapelou pra parada fixa e Barbosa começou a rapelar. Pra quem não sabe, eu fico meio desesperada com trovões… tudo travou em mim e eu não podia parar e olhava pra baixo e ainda tinha muita parede pra rapelar e o Barbosa não sabia (tadinho) que ia ficar sozinho numa parada em móvel (ele ainda morre de medo). Rapelei pra parada fixa após o diedro onde já se encontrava o Leone – que nos apressava – e então começamos o rapel em L mais difícil que já fiz, que chegava na parada dupla onde começa o diedro…
De repente a chuva parou e vejo o Leone tranqüiiiiilo fazendo “jardinagem” no diedro de sétimo grau que deu trabalho pro Barbosa limpar (tirar as proteções móveis)! Eu e Barbosa rapelamos e aí foi só diversão ainda que a chuva tivesse diminuído. Faltavam poucos metros pra chegarmos até a canaleta que dá acesso à base que se transformou num rio só e nos deixou completamente encharcados e felizes demais.

Há dois momentos muito felizes na conquista, na minha opinião: o dia em que começamos e o dia em que terminamos! O intervalo é só ralação e muita!!! O que também define bem a conquista é o trabalho de equipe! Em todos os momentos acordamos tudo: a carona, o que vamos levar, a estratégia, os procedimentos a serem adotados, os riscos que não devemos correr e a certeza da imprevisibilidade que a linha da via impõe ao conquistador e a quem está com ele! Tentamos ao máximo minimizar os riscos, especialmente o Leone que se sente de certa forma responsáveis por nós. Sempre subimos em corda fixa e também encordados nas enfiadas já conquistadas. Nesse processo inédito (conquista), não há betas, não se sabe se a agarra vai quebrar, não se sabe por onde a via vai continuar e muito menos quando acabará. No decorrer disso, nos vigiamos nos procedimentos, cada dia mais rápidos e precisos (espero eu) e aumenta o compromisso em equipe de cuidarmos uns dos outros e de tocar a via até o final. O mais difícil? Acompanhar o Leone, ele não pára! rs” Suzana Hinds

Semana passada fiquei muito feliz pois Daflon + Ralf + Leone, repetiram a via, isso foi excelente pois os 3 são grandes escaladores e conquistadores também, vão ajudar a dar o grau da via.

Agradecer a todos que ajudaram a conquistar; ao Daflon e ao Ralf pela repetição.

Via Astroboy 6VIIC E2 D4 240m - Irmão Maior

Conquista da Via Astroboy no Irmão Maior

 

 

 

 

 

 

Mais uma uma via incrível e muito difícil no Irmão Maior: Astroboy 6o VIIC E2 D4 240m.
Pra quem já sabe escalar em móvel, mas não quer fazer toda a via, fica a sugestão de sair por trilha depois da P4 – um trecho bem divertido da via!

Via Astroboy 6VIIC E2 D4 240m – Irmão Maior

Escalada na Pedra do Urubu

Leone guiando a Aresta do Urubu 7b, em um fim de tarde na Urca.

Conquista da via Alto Estilo no Cantagalo

Visual da Via Alto Estilo

Visual da Via Alto Estilo

Leone conquistou mais uma via irada no Cantagalo: Alto Estilo (VIIb A2+)! Excelente treino para um big wall, exigindo 2 jogos de proteções móveis para a enfiada em artificial móvel (segunda enfiada), além de preparo pra primeira enfiada no negativo com um 7b atlético perfeita para dias chuvosos também. O rappel é aéreo e o visual da Lagoa Rodrigo de Freitas imperdível!

Morro do Cantagalo

Morro do Cantagalo

Suzana Hinds - uma das conquistadoras da Alto Estilo

Suzana Hinds – uma das conquistadoras da Alto Estilo

2012-06-04 09.27.25

Conquista da Raio de Sol e Pingo no Céu 3oVI no Irmão Maior

“Eu , Naiara e Guilheme Vaz nos encontramos as 06:00 hs da manhã de hoje para dar andamento à conquista. Acabei de jumarear 60 mts  Naiara tá prussicando agora e Guilherme na base.” (Leone)

Bom, depois de prussikar 60 mt, dei seg ao Guilherme enquanto ele subia com o T-block e o grigri e ao Leone para ele continuar guiando.
Quando o Guilherme chegou, montei meu prussik na corda horizontal e parti. Primeira uma vaca do dia e primeiros arranhões do dia. Normal.
O Guilherme também passou pelo mesmo trecho, mas não caiu. Finalmente, estavámos os 3 juntos na parada para a conquista começar. Fiz a seg do Leone e ele conquistou 60m.
Como eu estava no meio,fui a primeira a escalar esse trecho da via. Quebrei umas duas agarras e dei com os joelhos na pedra,mais roxos para minha coleção. Visual de tirar o fôlego dessa enfiada.
No platô, Leone e eu fizemos um lanche rápido e ele partiu pra continuar a conquista na minha seg. Acabou a parede e o Leone chegou em um falso cume, decidiu investigar. Desceu pra buscar o Guilherme e mais grampos. Nesse momento, o sol chegou na parede e começou a esquentar…
Chegamos numa parede, onde o mestre continuou a conquista na minha seg e eu me protegi numa árvore.
Quando ele me chamou, escalei um bloco bem tranquilo até me deparar com  uma chaminé e a mochila do Leone pendurada. Ele me pediu para prender a mochila dele no meu loop, além da minha nas costas e entrar na chaminé. Perrengue total. Aquela mochila do Leone devia tá pesando ns 20 Kg, quase a metade do meu peso. Como ele conquista carregando aquilo?
Muitos tropeços depois, cheguei na chaminé e finalmente o Leone rebocou a mochila dele. Entrei na chaminé carregando só a  minha mochila levinha, até o momento que me rendi e deixei ele rebocar a mochila. Teimosa eu? Não…
Fora, da chaminé, fritamos no sol, Leone ainda bateu mais dois grampos e faltavam só  250m de rapel.
Rapelamos em sequencia com as duas cordas, ao invés de uní-las por causa da vegetação. O rapel foi meu crux do dia por causa do calor.
Leone cavalheiro que só ele,  me deu toda a água dele antes do último rapel. No diedrão, finalmente unimos as cordas e chegamos na base, onde o mestre dos mestres havia entocado uma garrafinha de água, da qual ele me deu a metade.
Descemos a trilha echegamos num estacionamento de ônibus escolar – um óasis com uma geladeira e garrafas pet cheias de água gelada. Matei minha sede.
Arrumamos o material e batemos um papo com o dono do estacionameto e duma cachorrinha muito fofa, a Xuxa. Foi quando ganhei meu dia. Ele perguntou se eu e o Guilherme éramos filhos do Leone.Eu tenho quase 30, não tenho idade pra ser filha dele, foi maravilhoso ouvir que depois de 11 horas de parede, esturricada de sol, ainda tenho cara de adolescente. Adorei.
Saldo do dia pra mim:
– 15 horas de função;
– 11 horas de parede;
– braços e pernas arranhados,
– os dois jelhos roxos;
– coxa direita roxa;
– dores musculares pelo corpo todo;
– ombros ardidos de sol
– 10 horas de sono depois e ainda tô tentanto levantar da cama e eu sei que o Leone já tá lá na pedra, neste momento, conquistando de novo com a Suzana.
E ainda fiquei com gosto de quero mais – e que venham muitas conquistas este ano!

 

Pedra do Quitinilha novas vias de escalada no Parque da Pedra Branca

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Pedra Quitinilha

4  Novas vias de escalada no bairro de Jacarepaguá, no Parque da Pedra Branca, zona oeste do Rio de Janeiro.

As linhas são muito especiais, pois possuem lances bem verticais em agarras, fendas, fissuras e chaminés, paradas em móvel, sendo um ótimo local para quem já está habituado a escalar com proteções móveis. As vias estão graduadas do 5° ao 6° sup.

Linha Vermelha: via Flavia Mendonça Leone; roxa: PROJETO; azul: Torta na Cara; amarela: Espere o Inesperado; branca: Onda de Calor; verde: Chaminé Coruja Branca; laranja: PROJETO (LEONE); marrom: Fissura Magnata

croquis quitinilha

Croqui Fissura do Magnata

 

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Croqui Via Flavia Mendonça Leone

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Croqui Via Espere o Inesperado